Halloween 2026
No Halloween, até os mortos largam tudo por uma Fanta , e eles vão pegar a sua antes de você.
Intro
Dá vontade de topar antes
de terminar o briefing.
Eu já fiz esse casamento entre série e marca algumas vezes, e toda vez fica clara a mesma lição: quando você respeita o universo que as pessoas amam e bota a proposta dentro dele, vira coisa que a galera compartilha. É o terreno mais divertido que existe pra dirigir, e poucas marcas têm coragem de ousar.
O feat Fanta com a Netflix é o maior parque pra me divertir porque não é uma série: é um catálogo inteiro pra ser possuído, cinco monstros, cinco gêneros, cinco mundos. E o que mais me anima é poder assustar de verdade e fazer rir no segundo seguinte, a parte que eu mais amo dirigir. Fazer isso de novo, agora nessa escala e 100% em AI, não é pra mim um job de Halloween. É a chance de provar mais uma vez que marca e terror podem morar juntos e ainda entregar o melhor conteúdo.
Possessão
contextual
Você escolheu a sua série. E no segundo em que se entrega ao conforto, ele já está lá, no fundo do quadro, parado. Não olhando você. Olhando a lata.
Dinâmica da AçãoTodo filme abre dentro de um mundo que você reconhece em meio segundo: uma rua de It, um bistrô de Emily in Paris, uma cela de Brooklyn 99, um galpão de The Walking Dead, uma trilha de Stranger Things. Sempre no streaming que VOCÊ ama, e você baixa a guarda.
Construímos o medo de verdade: a respiração que prende, o vulto que não devia estar ali, o susto seco que faz o ombro subir. E então o monstro salta.
Mas aqui vem a virada: ele não veio te aterrorizar. Ele desvia de você, pega a lata de Fanta e bebe. O sabor é tão delicioso que até os mortos a desejam. O medo dura um segundo; o divertido fica.
Uma Fanta.
Wanta Fanta?
Get it before he does.
Pause ads
will haunt you
Quando a pessoa pausa a série, ela não foge do anúncio, ela cria o anúncio. O monstro está ali, parado na tela junto com a Fanta dela, esperando.
Get it
before he does.
Linguagem e Narrativa
Director Note
A promessa
Minha promessa é simples e um pouco cruel: eu vou te assustar de verdade, sem piscar. E um segundo depois vou te fazer querer uma Fanta tanto quanto o monstro queria. O riso vem depois do arrepio, nunca no lugar dele. Quando o filme termina, você ri. Mas leva junto um desconforto pequeno e teimoso: na próxima vez que abrir o streaming sozinho, no escuro, vai olhar de canto pra sua lata, sabendo que existe uma gangue de monstros assustadores que também quer a sua.
O público e o mundo
O público é o desavisado, o que leva o susto. Mas é esse mesmo espectador que, um instante depois, entende que acabou de entrar num mundo de regras próprias, como em Beetlejuice, num mundo de Tim Burton, onde a realidade, o comum, é na verdade a dos monstros. A perspectiva do filme passa a ser a deles: uma câmera e uma fotografia que acessam essa outra realidade, íntima dos monstros, e que agora fazem o público sentir empatia por eles. Afinal, o que não se faz por uma Fanta bem gelada.
Confiança, susto, riso.
Como diretor, meu trabalho é controlar três sensações na ordem certa. Acertando a ordem e o tempo, a pessoa pula, ri em seguida e ainda fica com vontade da lata.
Primeiro faço a galera baixar a guarda, filmando a cena igual à série que ela acha que está vendo: mesma luz, mesmo ritmo, zero cara de propaganda. Ela reconhece o gênero, relaxa, e é esse relaxamento que eu uso a meu favor.
Planto o errado sem mostrar: o monstro no fundo, fora de foco, incomodando antes de a pessoa entender por quê. A câmera sabe dele antes do público. O medo cresce no que não se mostra, e então o susto vem como um soco só, curto, no corte, com o som junto.
a lógica do jumpscare de James WanA virada está no tempo: seguro o medo além do confortável e só então deixo a câmera parar e ficar quieta enquanto o monstro simplesmente bebe a Fanta. O riso não vem de um corte engraçadinho, vem dessa calma fora de hora.
a engenharia de tempo de Edgar WrightO monstro chega ameaçador.
A virada revela que ele só quer Fanta.
Três refs mostram o tipo de estrutura em que essa ideia se apoia: monstros diferentes, o mesmo motor que assusta e vende ao mesmo tempo.
× Fanta
× KitKat
× KFC
O nosso filme é mais dinâmico, mais moderno e visualmente mais sombrio e pop, mas essas referências já provam que essa parte da equação funciona.
Quatro beats.
Uma máquina de susto.
História enxuta, marca no fim, poucos planos por peça. O motor é rígido: mundo → jumpscare → anticlímax → marca.
Mundo do gênero
Estabelecer o universo e a falsa segurança. Tudo antes do susto é preparação para o susto.
Jumpscare
Um golpe. Não mais. O susto perde força se respira. Sem ironia: ele é honesto e tem que doer.
Anticlímax
O monstro bebe. O coração cômico está na duração da calma, não num corte rápido.
Packshot + SUPER
Marca e tagline, ~3s limpos. O monstro reposicionado como concorrente pela lata.
AI and Look&Feel
Proof of Concept.
Como esse projeto é 100% AI, eu não quero provar nada no papel, quero provar na tela. Produzimos um conjunto de vídeos de teste pra mostrar na prática que dá pra fazer peças divertidas e interessantes, com a textura e a qualidade que o filme merece. Por enquanto são só um aquecimento, mas já apontam o acabamento que a gente persegue.
O “feel” mora no grão sem perder o fun.
Primeiro respeitar o look e a textura da série original, pra depois romper e entrar com a estética mais plástica e divertida do filme.
Clique e assista.
E isso é só o começo: num momento seguinte, mergulhamos em cada filme com o tempo e a dedicação que cada um merece.
O som começa
imitando a série.
A trilha lembra o gênero que você ia ver e te deixa relaxar.
Na virada, a música se transforma junto com a imagem: o stinger seco bate com o susto, e a trilha da série dá lugar ao som do universo Fanta, assustador e divertido ao mesmo tempo. Depois cai num silêncio deadpan, onde o monstro só bebe.
Mas a virada também pede uma trilha proprietária, uma assinatura sonora que carimbe a campanha. No Proof of Concept, transformei o WANTA FANTA num gancho: um beat de trap que dá significado pop e moderno, e empresta aos nossos monstros o coolness Gen Z que faz a frase grudar.
E como CRAVE é proibido, o desejo vira foley: o "tchh-PSSS" da lata e o gole, nítidos sobre o silêncio, valem mais que qualquer locução. Ninguém fala, só o monstro bebendo.
Character
O monstro é a versão turbinada de quem assiste.
Ícones clássicos do terror remixados pra cara do nosso público. A Gen Z conhece vampiro, lobisomem, Frankenstein, cavaleiro sem cabeça e slasher de olhos fechados, então eu parto desse repertório que todo mundo reconhece na hora e atualizo cada um pra ser desejável agora: descolados, estilosos, online.
Howlie
DJ influencer em turnê mundial. Uiva por estilo.
Drayk
O galã que vive onde está a maior festa.
Frnx
Um ciborgue que ele mesmo montou, conectado em qualquer lugar.
Cada um mora dentro de uma série que essa galera já maratona, do IT ao Stranger Things: pertencem à cultura pop que o público vive, não a um castelo empoeirado. E a razão mais funda é essa: no fim, o monstro quer a mesma coisa que você. O mesmo desejo banal, só que mais antigo e mais disposto a tudo. A gente se diverte com ele porque, no susto, acaba se reconhecendo nele.


A Wandinha é o exemplo perfeito disso: dark, pop e descolada na medida certa, ela virou fenômeno da Gen Z, meme, dança e fantasia. Um sucesso que nasceu justamente dessas características.
Cinco monstros. Cinco reveals.
A regra é inflexível: o beat não muda, o TIPO de revelação muda. O público aprende o motor, mas nunca antecipa o golpe, ele chega por um vetor diferente toda vez.
Ghostface
× universo de ITO blasé em pessoa. Frio, paciente, impossível de apressar, a ameaça que nunca levanta a voz. Máscara pálida, manto preto e nenhuma identidade, só o medo anônimo. Continua aterrorizante mesmo entediado, e é o desinteresse que gela.
Drayk
× universo de Brooklyn 99Drayk Dracul, 22 de cara e 419 de idade, o caçula do Drácula que só existe onde tem festa. Belo a ponto de a beleza virar ameaça: vaidoso, lânguido, aristocracia gótica em clima de after. Charme milenar, presas à mostra, viciado em ser desejado.
Haystacks
× universo de Emily in ParisJack, 206 anos, espírito de espantalho com pinta de Cavaleiro Sem Cabeça. Cerimonioso, teatral e macabro, com modos de maître. Suéter listrado, palha nas mangas e abóbora acesa por dentro. Transforma o grotesco em etiqueta.
Howlie
× universo de Stranger ThingsLuka, 23, DJ de turnê mundial, influencer e lobisomem de nascença. Cool absoluto: selvagem por fora, puro estilo por dentro, vibe acima do instinto. Streetwear oitentista, fones, garras e olhos amarelos de assinatura. O bicho mais descolado da festa.
Frnx
× universo de The Walking DeadDr. Victor Frankenstein, 24 indo pra 150, o criador que virou a própria criatura. Ciborgue montado por ele mesmo, costurado, gambiarrado e online em qualquer lugar. Gigante bruto, forte demais pra qualquer delicadeza, com um verniz techno-macabro.
Visual Approach
Parece a série. Depois rompe.
Não é uma campanha com cinco variações do mesmo visual: são cinco filmes, cada um comprometido com o gênero que invade. A regra é sempre a mesma: começar com a luz e as cores da própria série, e então o relâmpago rompe e tudo entra no mundo Fanta-Halloween: laranja, azul e verde, assustador e divertido ao mesmo tempo, com a lata sempre a coisa mais iluminada do quadro.
Dois protagonistas:
o monstro e a Fanta.
As "vítimas" em cena são só o elemento que justifica a verdadeira vítima: quem estava assistindo e tomou o susto. Você é impulsionado pela câmera a seguir algo, e o suspense, o anseio pelo que vai acontecer, já existe no espectador. O perigo vive na curiosidade, e eu só o entrego no rack-focus, no flicker, no relâmpago.
O movimento é motivado e contido: um handheld orgânico na tensão, um dolly lento e curioso no reveal. E tem um gesto que é a assinatura da peça: a câmera para de ter medo no instante exato em que a piada chega. Ela vai atrás da motivação real do monstro, beber a sua Fanta, e é isso que gera a empatia de quem assiste.
Art Direction
O cenário não troca.
Ele é possuído.
Construo cada set pela textura do gênero, não pela cópia da locação: o mármore do bistrô, o galpão detonado. Desgaste honesto, nada limpo, pra pessoa acreditar que está na série antes de o monstro entrar, e pra evocar o mundo em vez de decalcar o IP.
O objeto manda na cena: a lata é o prop herói, e cada signo conta a história sozinho. A modernização é estrutural, não enfeite: a luz do celular no lugar da lanterna já deixa tudo mais jovem e ainda vira fonte de luz na cena. E quando o monstro surge, a luz se transforma e o set vira com ela, os signos do mundo dele ficam mais evidentes conforme o Mundo Fanta Halloween toma conta.
Packshot
O produto vira herói de tela.
Aqui o produto sai da história e vira um end-card como o da coleção: as latas de edição limitada com o rosto de cada monstro, no preto, na fumaça laranja, com o SUPER por cima.
Esse pack tem uma régua própria: precisa ser três coisas ao mesmo tempo.
Assustador
Pra continuar no mesmo mundo do filme, sem amaciar o monstro.
Divertido
O riso que o filme plantou segue vivo no card, sem peso.
Apetitoso
No fim é uma bebida: gelada, suada, com o laranja explodindo, impossível de não querer.
Edit & VFX
No máximo cinco ou seis planos, e tudo se decide no frame em que o susto vira anticlímax.
O pulso é segura, soco, segura, soco: construo o silêncio, corto seco no susto, deixo o medo pousar e só então o gole de Fanta acontece, sempre desarmado pela ação dentro do plano, nunca pelo corte. Uma transição de virada de luz joga a cena pra dentro do Mundo Fanta Halloween.
O color sela a identidade: cada filme guarda a paleta da série e tudo converge pro laranja, ou pra cor de cada bebida, com grão, halação e pretos densos. Em pós, 100% AI, o método é estudo e aprovação de universo, mantendo a continuidade do personagem e do produto como disciplina inegociável. E o que a AI não encena, entramos com pós-produção, 3D ou comp.
Tem uma coisa embaixo de todo susto, e não é o sangue. É desejo.
O monstro nunca quis você. Quis o que está na sua mão. Não humanizamos o terror, revelamos o que ele cobiça. E o que ele cobiça gela mais do que qualquer grito: até os mortos desejam Fanta.
Wanta
Fanta?
Pega a sua antes que eles peguem.
Cinco monstros.
Cinco reveals.
Nenhum repetido.
A regra é inflexível: o beat não muda, o TIPO de revelação muda. O público aprende o motor, mas nunca antecipa o golpe, ele chega por um vetor diferente toda vez.
role lateralmente →Ghostface
× universo de ITA lata cai no asfalto, rola, some pelo bueiro. Silêncio, a câmera fica no escuro e você, treinado pelo gênero, espera um palhaço. O relâmpago resolve: é a máscara pálida que se inclina para beber. O objeto foi revelado antes do monstro, você vê a lata primeiro, e ainda assim leva o susto.
Drayk
× universo de Brooklyn 99Lineup, fluorescente piscando, blackout. A luz volta e o rosto de presas grita no close. Drayk recua, morde a lata pela lateral. E o golpe: a câmera vira para o espelho e no reflexo o vampiro não está, só a lata flutua, a soda descendo numa boca invisível. O reveal final é a ausência dele.
Haystacks
× universo de Emily in ParisRestaurante parisiense. A câmera segue só as mãos de um garçom com a bandeja de prata. A vela apaga e reacende: o aviso. O cloche se levanta, cabeça de abóbora acesa por dentro. O corpo sem cabeça senta e serve a Fanta na boca da própria cabeça. O reveal está literalmente sob uma tampa.
Howlie
× universo de Stranger ThingsPorão oitentista, penumbra. A câmera passeia sem pressa, e dois olhos amarelos acendem num canto preto. Howlie salta na lente com um rugido: a luz dos olhos antes da forma da fera. No chão, dezenas de latas vazias, este lobo é reincidente.
Frnx
× universo de The Walking DeadUm taco com arame raspa o chão, som antes de forma. O rosto costurado avança, baixa o taco; um respingo vermelho salta no rosto. Por um instante lemos sangue. Era uma lata, o vermelho é morango. Frnx, gigante, solitário, canhestro, bebe pelos próprios furos da lata perfurada.
Cinco vetores, uma carcaça. Beat fixo, revelação variável, a disciplina que faz a campanha ganhar força a cada repetição.